quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Soneto em Óleo sobre Tela (Carlos Augusto Viana)

ecin..com.br
Sempre uma casa medra na memória
a lua vertical duma janela
abre-se ao vento e, vértice de sombras
de priscos movimentos se anela,
O que procuro em mim que não encontro
O que encontro em mim, quando não busco
Por que trazer aos ombros esse tempo
que só me curva os passos, um molusco
As léguas do verão (verde tão breve)
as inscrições das folhas sobre as telhas;
os olhos revoando as capoeiras...
E tudo apenas resto, mas presença;


soterrado no tempo inda flutua:-
janela que emoldura aquela lua.






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