quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Postal do Poente (Carlos Augusto Viana)

poetasdalua.ning.com
As horas acumulam-se em grãos de areia.
Desfolham-se os arbustos do crepúsculo.


Enquanto os lábios cosem silêncios,
as mãos colhem, nas sombras anunciadas,
a embriaguez de uma asa
ou o salto perplexo de um pétala.


No mar, a brancura nervosa das espumas. 

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