quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Lar

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  De tijolos ou taipa; 
  em solo firme ou no charco.                       
  Sempre será um assíduo sustentáculo
  Do homem esnobe ou do parco,
  Quando lhe surgirem  obstáculos.

  Ali, paira um ar benigno,
  Áurea leve, cristalina.
  Que revigora, afaga, anima,
  Que o homem torna digno.

  Não existe lugar mais capaz,
  De construir um caráter nobre,
  De influência tamanha, eficaz,
  Ao bem-sucedido ou ao pobre.

  Do lar se tem recordação eterna,
  Doces lembranças, bons exemplos.
  É de nossa alma lanterna,
  De nosso coração o templo.

  Sua forma física não convém.
  O que o caracteriza é a atmosfera.
  É de onde eclode efusão etérea;
  Amor que extrapola, vai além.

  E mesmo que dali nenhuma porta reste,
  Que os alicerces tenham ido por terra,
  Nem o aspecto que agora o reveste;
  Nada apaga o lar que é lar; nada o encerra.





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