sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Boneca de Milho

 
Tive muitas, várias bonecas   
Grandes, pequeninas
Enfermeira, bailarina
Esquisitas ou sapecas.

Eu as tratava como ser humano
De borracha, de plástico ou de pano
Aos montes espalhadas pelo chão
Guardadas, empilhadas ou na mão.

Inertes em sua existência,
Ou animadas pela imaginação
Figuravam sua doce aparência
No mundo lúdico da ilusão.

Mas uma era por demais esquisita
Ao mesmo tempo que era muito bela
Essa sim, um dia teve vida
Nas lindas cores: verde e amarela.

Eu as tratava-se de uma boneca singela
Dessas dadas pela natureza
Aquela coisinha pequena, magrela
Que a todos encantava, com certeza.

Ela tinha uma mágica diferente
Que jamais vi em nenhuma boneca
Pequena e leve como uma peteca
Para mim tinha ares de gente.

A ela dedicava atenção especial
Mimava-lhe, cuidava-lhe, enfeitava-lhe com fitilho
Por ela nada pagava; morava ali no imenso quintal
Minha linda, breve e dourada boneca de milho.




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